Adubar plantas de interior: quando, quanto e quando parar
Com que frequência deves adubar as plantas de interior? Na maioria, dá-lhes um adubo equilibrado diluído a metade da dose de 2 em 2 a 4 em 4 semanas durante a primavera e o verão, e pára no inverno. As de crescimento lento e as acabadas de transplantar precisam de ainda menos. Na dúvida, aduba menos vezes — o excesso acumula-se em sais que queimam as raízes e ressecam as pontas das folhas.
O adubo é vendido como «alimento para plantas», o que, sem o dizer, o apresenta como uma refeição que uma planta esfomeada está à espera — e uma planta debilitada como algo que devias alimentar. As duas ideias fazem mal. As plantas fabricam o próprio alimento a partir da luz; o adubo só repõe alguns minerais que o substrato vai gastando com o tempo. Está mais perto de tempero do que de comida, e uma planta debilitada costuma precisar de um acerto de luz ou de água, não de uma dose de nutrientes.
Com moderação, o adubo ajuda. Usado como a maioria o usa — mais, e na dúvida — queima as raízes e resseca as pontas das folhas.
A luz é o alimento; o adubo é o tempero
Uma planta num canto escuro não consegue usar muito adubo por mais que lhe dês, porque a luz define a rapidez com que cresce. Adubar uma planta esfomeada de luz não a ajuda — só deixa sais por usar a acumularem-se na terra. Acerta primeiro a luz; depois adubar faz sentido.
Quando adubar — e quando não
- Aduba durante a estação de crescimento ativo (mais ou menos primavera e verão), quando a planta está a lançar folhas novas.
- Não adubes no inverno, quando o crescimento abranda e a planta não o consegue usar.
- Não adubes uma planta acabada de transplantar para substrato novo — a terra fresca já traz nutrientes — e espera várias semanas.
- Não adubes uma planta doente, caída ou acabada de comprar. Resolve primeiro o problema; o adubo não é remédio.
Quanto
Menos do que a etiqueta diz. Os fabricantes pecam por generosos, e com plantas de interior é fácil exagerar. Dilui para metade da dose recomendada e aduba menos vezes do que julgas — um toque leve durante a estação de crescimento chega para a maioria das plantas de folhagem. Aduba sempre sobre terra já húmida, nunca sobre raízes ressequidas.
Sinais de excesso
- Uma crosta branca ou amarela à superfície da terra ou na borda do vaso — isso é acumulação de sais.
- Pontas e bordos das folhas castanhos e estaladiços numa planta que, de resto, está bem regada.
- Um surto de crescimento fraco e estiolado.
Se vires isto, lava o vaso: rega bem várias vezes para arrastar os sais pelo fundo, e suspende a adubação durante algum tempo.
A moderação é toda a habilidade
Adubar bem é algo discreto e ocasional — o oposto do instinto de «dá-lhe de comer para resolver» em que os produtos se apoiam. É assim, comedido e honesto, que o Foliora pensa o cuidado em geral: sem te empurrar para mais produtos ou mais alarmes, só o que a planta à tua frente precisa mesmo, ajustado à sua luz e estação — e muitas vezes é menos do que esperarias.
Common questions
- Com que frequência devo adubar as plantas de interior?
- Para a maioria das plantas de interior, um adubo equilibrado e diluído a cada 2 a 4 semanas durante a estação de crescimento (primavera e verão) chega e sobra. As de crescimento lento precisam de ainda menos. Na dúvida, aduba menos vezes e não mais.
- É possível adubar uma planta a mais?
- Sim, e é mais comum do que adubar de menos. O adubo em excesso acumula-se em sais que queimam as raízes e ressecam as pontas das folhas. Se desconfiares disso, lava o vaso com água em abundância e suspende a adubação.
- Devo adubar as plantas de interior no inverno?
- Regra geral, não. A maioria das plantas abranda ou pára o crescimento com os dias curtos do inverno, por isso adubar dá-lhes nutrientes que não conseguem usar. Retoma no início da primavera, quando vires rebentos novos.